Fábricas Fechadas

Gosto de caminhar e observar. Fazer isso em São Paulo é uma experiência particularmente interessante, pois a metrópole se revela para os olhares mais atentos. Numa dessas caminhadas, percebi que há fábricas desativadas fincadas bem no meio da cidade.

Fábricas fechadas. Grandes estruturas e nenhum propósito, nenhuma produção.
Passam a servir apenas para serem o abrigo da desilusão de quem um dia viu naquele lugar a esperança. Passam a não valer mais nada, apesar de serem custosos. Tornam-se um peso.

Que perigo a vida cristã corre por ter a chance de se tornar como essas fábricas grandes e abandonadas. Assim é a fé sem obras, morta como um lugar abandonado. As obras não salvam do inferno, mas são a expressão de quem recebeu a salvação graciosa por meio da fé em Jesus.

As obras mantêm a fábrica da nossa fé em funcionamento, aguçam a nossa espiritualidade, dando a ela forma, disposição, força e coragem. As obras aplicam os muitos e maravilhosos nuances do Evangelho em nossas vidas, tangibilizam a teologia e as doutrinas ao dia a dia dos discípulos.

Às vezes, estamos no meio de uma bela paisagem, o dia está lindo e nossa espiritualidade está como as fábricas abandonadas da cidade. Um cristão jamais será uma fábrica fechada. Impossível! As palavras do Senhor Jesus aos seus seguidores garantem:

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5)

O templo em que o Espírito Santo habita jamais ficará abandonado, inativo. Pelo contrário, será vivo, disposto e vibrante. Pois, foi o próprio Deus que na eternidade preparou as boas obras para os seus eleitos, conforme Efésios 2.10.

A verdadeira fé cristã nutre uma saudável espiritualidade bíblica que ama servir.

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