Diante dEle

6 Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. 7 Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.


A frieza espiritual é uma realidade para qualquer cristão. Não é um estado aceitável para o discípulo de Cristo. A frieza espiritual, ao contrário do que pode parecer, é um estado de conforto, na prática significa descansar dos compromissos com o senhorio de Cristo. 

A vida comissionada por Jesus é uma convocação ao serviço doxológico, ou seja, ao serviço de adoração. Os puritanos chamaram esse status da nova vida de Coram Deo, uma vida vivida diante de Deus. Jeremiah Burroughs, em seu livro “Adoração Evangélica”, disse que:

A medida em que santificamos o nome de Deus, Ele santifica o nosso coração com a glória dEle.

Evidentemente, “santificar o nome de Deus” significa em termos gerais a prática do Coram Deo, o que é simplesmente a vida cristã genuína. A preocupação do apóstolo com o seu jovem discípulo é relevante porque não há meio termo para esse padrão de vida espiritual. Isso porque Aquele que nos convocou para tal não espera um padrão menor de entrega, envolvimento e comprometimento. Por isso então, Paulo exorta Timóteo a reascender sua fé, a retomar ao padrão de compromisso de uma vida vivida diante do Criador. Paulo não está pedindo para Timóteo mais do que ele pode fazer, ou alguma inovação, ele está admoestando para que o padrão seja reestabelecido, recolocado no lugar. Isso é interessante porque somos inclinados a pensar que a vida dedicada a Deus, santificada em todas as suas dimensões, o fervor pela fé genuína, que isso é algo especial reservado somente a alguns . Evidentemente, tal conclusão não poderia estar mais equivocada.

A razão para isso é muito simples, ao sermos convocados para esse padrão de vida cristã, Deus nos capacitou a vivê-la de acordo com a grandeza do chamado. O Senhor não exige de nós algo que não podemos entregar para ele (cf. 1 Co 10.13), pelo contrário, o Espírito Santo, pela pena do apóstolo, ensina claramente que Deus nos capacita com poder, amor e moderação. Há tanto para se falar a respeito dessas três palavras, tanto…, mas para essa reflexão basta dizer que temos a capacidade de viver Coram Deo e a responsabilidade de evitar o conforto da vida, que não se envolve, não se compromete, que se acovarda, a vida cristã medíocre e fria.

Por toda a Escritura, os crentes são convocados ao padrão genuíno de atuação cristã. Seguem alguns exemplos:

Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós

1 Pedro 3.15 – Convocação a ousadia para defender a fé.

 Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor

2 Timóteo 1.8 – Convocação a coragem para viver a cosmovisão cristã.

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente

Romanos 12.1-2 – Convocação a atitude radical da fé.

Todos esses exemplos demonstram o padrão de uma vida diante de Deus. Registrados na Bíblia para que todas as gerações de eleitos estejam conscientes do modelo bíblico do discipulado e senhorio de Cristo. Padrão esse que deve ser perseguido por todo crente, por toda vida.

O que precisa ser reavivado em você hoje? 

O que quer que seja, para o discípulo de Cristo, é possível. Você já tem o que é preciso, o Espírito de Jesus. Acesse por meio da fé. Deus é fiel!

Soli Deo Gloria!

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