Nós não decidimos o que o amor é. Sabemos o que o amor é porque nos foi revelado, Deus é o amor (1 Jo 4.8). Nós também não amaríamos o amor caso Ele não tivesse nos amado primeiro (1 Jo 4.19). O verdadeiro amor se fez conhecido e declarou ao mundo onde pode ser encontrado, vivido e qual o propósito Ele tem para todo o que se achega (Jo 3.16).
O amor verdadeiro não pode ser manipulado e nem cede aos caprichos dos tempos. Ele é eterno, perene, imutável. O amor de Deus salva, perdoa, restaura, cuida, disciplina, fortalece e age. Ele não folga com a verdade, ao contrário, Ele confronta a mentira.
Este mundo odeia o amor que foi revelado. O mundo odeia a Deus (Jo 15.18). Sociedades, movimentos, culturas e organizações esbravejam “amor, amor, amor” em seus discursos, mas na verdade odeiam o verdadeiro amor e tudo o que está associado a Ele.
Esse é o cenário que vemos quando sabemos que mais de 260 milhões de seguidores de Jesus são hoje odiados em todo o mundo, sofrendo a extrema violência da perseguição apenas por seguirem o verdadeiro Amor.
Um dos alertas mais impactantes que o Senhor Jesus nos fez a respeito do que significa segui-lo e servi-lo está registrado no Evangelho escrito por João, no capítulo 15, verso 18. Diz assim: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.”. Jesus é Deus, Ele é o amor, o verdadeiro, que veio ao mundo para nos libertar das falsas paixões, chamando-nos ao arrependimento e a entrega de vida ao seu nome. Por causa disso, dessa demonstração de amor, o mundo odiou e continua odiando a Jesus, e os seus seguidores.
Atenção, discípulos e discípulas de Jesus! O ódio tem muitas caras, quero chamar sua atenção para duas. Uma delas é marcada com o sangue da perseguição implacável. A outra é marcada pelo engano do secularismo, onde um “jesus” bonzinho, permissivo, carente e maleável é oferecido em meio a um discurso de “amor” tão falso quanto o “jesus” pelo qual muitos têm se apaixonado.
O verdadeiro amor nos foi revelado da Criação, em Gênesis, à cruz nos Evangelhos. Os outros foram mal talhados por uma humanidade caída e sedenta por viver seus prazeres às custas de um discurso pseudo-bíblico. Esses amores inventados você encontra em qualquer esquina deste reino de palha. Eles são permissivos, não salvam, não restauram, não cuidam, não orientam ao certo, enfraquecem e terão um fim.
Atenção, cristãos! Estão em paz com o mundo? Estão vivendo o melhor deste mundo? Vocês não têm incomodado o mundo? Cuidado, pode ser que você já tenha se tornado inimigo de Deus (Tg 4.4). Ou pior, pode ser que você odeie o verdadeiro Amor e seja um daqueles que no grande dia dirão “Senhor, Senhor” e ouvirão do Amor verdadeiro “nunca vos conheci, apartai-vos de mim”.
Jamais os cristãos genuínos poderão evitar o ódio do mundo. Jamais deixaremos de pregar o amor de Deus, mesmo que isso nos custe a própria vida.
Maranata, Senhor Jesus!